sábado, 25 de julho de 2009

Manifesto em defesa ao meu ouvido

Desculpas, mas infelizmente vou ser clichê e começar esse texto da forma de vários e vários outros manifestos:
Protesto, melhor suplico, peço a todos os santos, oxalás, pastores, entidades divinas ao nosso Guia! Pela misericórdia do nosso aparelho audiitvo.
Questiono se você meu amigo, que está lendo este texto, já teve a ousadia de escutar as rádios de cultura jovem, de massa, conhecidas como rádios pop. Dando nome aos bois as três grandes que estão por todo o país: Transamérica, Jovem Pan FM e Mix FM.
Pois se você já teve essa infelicidade, meus sinceros sentimentos! Claro, sei que você não foi coaptado por estas emissoras e suas músicas, que se eu falar que o que toca só é jabá soará redundante. Pois dizem que essa história de Jabá, como fazer frio em Macapá, não passa de mito!
Analisando o que temos hoje, as tais grandes rádios, que se dizem fálidas, pelas novas mídias, estas puxadas pela popularização (CDS, MP3, MP4, MP5, IPod e outras tantas siglas), ajudam aquele que consegue ter um trocado a mais no final do mês poupar seus ouvidos dessa nebulosa organização radiofônica.
E pobre, literalmente pobre aquele que fica refém do rádio. Ouvirá Hip&Hop, R&B, enfim toda a massa da American Black Pop Music, e de vez enquando você pode dar uma topada com alguma coisa nacional, outra coisa puxada do fundo do baú. Mas a verdade meu caro, a chance é de 99,99999% de você ouvir o American Black Pop Music. Tente alguma vez, com muito esforço e sofrimento ouvir por 30 min as 3 rádios citadas acima, e troque com uma certa frequência entre elas. Aposto com você uma bala Juquinha que você irá ouvir na programação no mínimo 70% as mesas músicas, e com um pouquinho, mais pouquinho de sorte a mesma música estará tocando ao mesmo tempo em pelo ao menos duas das três.
E ai? Reclamamos que o Brasil sofre de falta de novos músicos, para prencherem as lacunas do pop nacional! Este pop, que apesar de várias tentativas de destruição e de até autodestruição (vide exemplo do Jota Quest. Pobre banda... Saudades de quando era Johnny Quest e sua influência era o Soul, Tim Maia e tantos outros, tsc tsc), vemos os nossos dinosauros do rock presos a sucessos do passado e suas releituras, ao vivo, acústico, lual, mais uma vez, antigo do novo... E de vez enquando temos uns suspiros de outros. Acredito eu, salvo engano o único que continua numa produção continua e decente são os Paralamas e o Skank.
Mas você irá me questionar, mas e o Rappa? E o Nando Reis? E o Zé das Couves? Bem, sendo honesto, faço um pedido, você conhece o Falcão e ou o Nando Reis? Se sim, pelo amor de Deus, fala para eles: Não adianta mudar a letra sem mudar a melodia! Não dá, não passa mais, não da para enganar por tanto tempo!
Faço a humilde sugestão: Turma do Rappa, façam as pazes com o Marcelo, e voltem a fazer letras com sentido, com protesto, com força! Deve ser difícil fazer um disco com a metade da qualidade do Lado A Lado B...
Nando meu chapa, fique 10 anos de hibernando e lance um novo ao Vivo. Pois pelo seu último CD (Drês, que diabos de nome é esse!?!?) fica comprovado que a sua capacidade de produção de hits pop é de uma música por ano.
Agora, meu nobre amigo, você deve estar a se perguntar (se é que chegou a ler até aqui), mais o que esse moleque está escrevendo? Está criticando todo mundo e não chega a lugar nenhum! Calma, como eu aprendi na escola, os dois últimos parágrafos servem para isso, colocar ordem nas idéias expostas e concluir.
Então prezado, convido você a boicotar seu rádio de vez! E compartilhar com você as novidades do POP nacional, pois apesar da rebelia de alguns para mim isso é POP Nacional, e este não morreu! Sugiro: Moveis Coloniais de Acaju, Vanguart, Moptop, Transmissor e Tijuqueira.
E não me venha com essa papo de Indie, Rock do Leste Europeu e blá blá bla... Ser Pop não é desqualificar o trabalho da pessoa, pelo contrário mostra que o trabalho do artista é universal!

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